22 de abr. de 2011

A 1ª a gente não esquece...

Como é bom fazer o post número 1, dá aquela sensação de o começo de uma nova era chegou. E quem disse que garoto pequeno não pode falar de futebol, está enganado. Hoje eu vim citar uma das maiores viradas de situação vistas nos últimos tempos. Por que não, intitulá-la de "A Batalha de Buenos Aires"? Argentinos Juniors e Fluminense travaram um duelo marcado não pela rivalidade entre brasileiros e argentinos, não pela pressão da torcida, mas sim porque os dois precisavam vencer para seguir vivos na Taça Libertadores da América. O clube carioca dependia de que o Nacional-URU não vencesse, e no caso de um empate contra o América-MEX, deveria vencer por dois gols de diferença. Tarefa difícil? Não para o Fluminense. E era um tal de sair gol lá no acanhadíssimo estádio Diego Armando Maradona, e nada no Centenário de Montevidéu. Parecia tudo perdido. Mas, como eu já disse, nenhuma missão perdida é obstáculo para o Tricolor das Laranjeiras. Para um clube que conseguiu sair de um risco de 98% de rebaixamento num ano para o título brasileiro no ano seguinte, vencer por dois gols na casa do adversário parecia moleza. Parecia... E num momento crucial, a partida em Montevidéu já havia terminado, sem gols, e o Flu vencia o Argentinos Juniors por 3 x 2, resultado que eliminava os dois clubes. Mais 7 minutos de sofrimento, até que um pênalti sobre Edinho aflorou os ânimos tricolores. Fred cobrou, e a festa de 800 torcedores em Buenos Aires, e cerca de 2 milhões Brasil afora estava feita. Era o Flu vencendo mais um obstáculo, e para quem achava que brasileiro não brigava pelos seus objetivos, o Flu brigou. E em todos os sentidos. Quando adversário não sabe perder, aquele seu amiguinho que perdeu todas as cartas no bafo, ele fica de mal, etc. Os argentinos, nesta condição de maus perdedores, partiram pra briga. O mesmo Pedro Troglio, ex-Cerro Porteño, que por coincidência se envolvera em outra briga contra o Fluminense, também estava presente. Nada que estragasse o brilho brasileiro em solo vizinho. Como diria Galvão Bueno: "Ganhar é bom, da Argentina é melhor ainda." E na Libertadores, valendo classificação para as oitavas-de-final então, nem se fala...

Nenhum comentário: