Foi um jogo pra ficar pra história. É o que hoje, e provavelmente até o fim da semana dirão os amantes do futebol que viram o Santos x Flamengo de ontem. Eu confesso que não vi metade do jogo, e me arrependi. Porque eu creio que nunca mais verei o 1º tempo acabar com seis gols, três para cada lado. O Santos começou pressionando, e com 16 minutos abriu 2 x 0, com Borges. Dez minutos depois, viria mais uma jogada desconcertante do jovem craque Neymar, que desta vez usou-se de frieza para tocar por cima de Felipe e fazer o terceiro. Tendência de um jogo fácil para os meninos da Vila, comandados por Neymar, Ganso, Elano e Ibson, que fazia sua estreia no Peixe.
Mas o que não se esperava era que o Flamengo correria atrás; e vejam o que é a magia do futebol, dois minutos após o Santos fazer 3 x 0, o Flamengo marcaria numa falha dupla de defesa após cruzamento de Luiz Antônio; primeiro o goleiro, depois o lateral Léo, e Ronaldinho Gaúcho não desperdiçou. Mais três minutos, Léo Moura cruzaria na cabeça de Thiago Neves, este faria o segundo do Flamengo num intervalo de cinco minutos. Até que logo depois, Neymar chamava mais um pra dança: a bola da vez foi Willians. E ele caiu direitinho nos passos de Neymar. Pênalti pro Santos, que parecia dar uma tranquilidade a mais pro Peixe. Isso se Elano não tentasse bater com uma cavadinha, e a bola sutilmente fosse para as mãos do goleiro Felipe. Era como se um avião pousasse perfeitamente em seu aeroporto. E como se não bastasse, Felipe, após a defesa, ainda fez embaixadinhas, humilhando cada vez mais o meia Elano, que vem de um horroroso pênalti perdido contra o Paraguai, pela Copa América. Vaias da torcida santista, e o jogo continuava...
Mais uma jogada aérea, dessa vez um escanteio pela esquerda, e mais um gol do Flamengo: Ronaldinho Gaúcho cobrou com perfeição e Deivid escorou de cabeça, de costas para o gol. Terminava o 1º tempo, com ataques fortíssimos e defesas totalmente frágeis.
Mas o que é a magia do futebol... Mais 45 minutos e o coração de santistas e flamenguistas, e dos torcedores do resto do país foi à boca. O jogo não perdeu seu nível técnico e de glamour, e aos quatro, Neymar invadia a área pela esquerda, e com um toque inteligente marcava o quarto do Santos. Mas o jogo era do Flamengo, que marcava melhor, e saía bem com a bola, cmo Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho, que reservava parte de sua genialidade para o restante da partida.
Para começar, R10 deu um drible que tirou três jogadores da defesa do Santos da jogada. Arouca, que seria o quarto jogador, parou-o com falta; quase na linha da grande área. Pausa para um grande momento do futebol: barreira pronta para o pulo, Ronaldinho pronto para a cobrança e... ele cobra por baixo, para surpresa de todos, e empata a partida para o Rubro-Negro. Já estávamos em 4 x 4, e eu na frente da televisão não conseguia desgrudar os olhos da partida.
Mais uma vez eu repito, o que é a magia do futebol... Mais uma vez Neymar era a esperança santista, e a defesa rubro-negra se segurava como podia. E Willians se tornava o carrapato que Neymar não queria ter. Era daqueles que grudava, e por mais que você quisesse, ele não saía de seu pé. Com isso, a tendência foi com que a bola não chegasse ao jovem craque. Numa investida de Paulo Henrique Ganso, a defesa foi mais inteligente, e um contra-ataque fulminante se iniciava. De Deivid pra Thiago Neves, de Thiago Neves para Ronaldinho Gaúcho, de Ronaldinho Gaúcho para o gol santista. Flamengo 5 x 4. Final de jogo. Mas só no cronômetro, porque para muitos de nós brasileiros, este jogo vai acontecer por muitos e muitos dias...
28 de jul. de 2011
Fica pros historiadores...
Foi um jogo pra ficar pra história. É o que hoje, e provavelmente até o fim da semana dirão os amantes do futebol que viram o Santos x Flamengo de ontem. Eu confesso que não vi metade do jogo, e me arrependi. Porque eu creio que nunca mais verei o 1º tempo acabar com seis gols, três para cada lado. O Santos começou pressionando, e com 16 minutos abriu 2 x 0, com Borges. Dez minutos depois, viria mais uma jogada desconcertante do jovem craque Neymar, que desta vez usou-se de frieza para tocar por cima de Felipe e fazer o terceiro. Tendência de um jogo fácil para os meninos da Vila, comandados por Neymar, Ganso, Elano e Ibson, que fazia sua estreia no Peixe.
Mas o que não se esperava era que o Flamengo correria atrás; e vejam o que é a magia do futebol, dois minutos após o Santos fazer 3 x 0, o Flamengo marcaria numa falha dupla de defesa após cruzamento de Luiz Antônio; primeiro o goleiro, depois o lateral Léo, e Ronaldinho Gaúcho não desperdiçou. Mais três minutos, Léo Moura cruzaria na cabeça de Thiago Neves, este faria o segundo do Flamengo num intervalo de cinco minutos. Até que logo depois, Neymar chamava mais um pra dança: a bola da vez foi Willians. E ele caiu direitinho nos passos de Neymar. Pênalti pro Santos, que parecia dar uma tranquilidade a mais pro Peixe. Isso se Elano não tentasse bater com uma cavadinha, e a bola sutilmente fosse para as mãos do goleiro Felipe. Era como se um avião pousasse perfeitamente em seu aeroporto. E como se não bastasse, Felipe, após a defesa, ainda fez embaixadinhas, humilhando cada vez mais o meia Elano, que vem de um horroroso pênalti perdido contra o Paraguai, pela Copa América. Vaias da torcida santista, e o jogo continuava...
Mais uma jogada aérea, dessa vez um escanteio pela esquerda, e mais um gol do Flamengo: Ronaldinho Gaúcho cobrou com perfeição e Deivid escorou de cabeça, de costas para o gol. Terminava o 1º tempo, com ataques fortíssimos e defesas totalmente frágeis.
Mas o que é a magia do futebol... Mais 45 minutos e o coração de santistas e flamenguistas, e dos torcedores do resto do país foi à boca. O jogo não perdeu seu nível técnico e de glamour, e aos quatro, Neymar invadia a área pela esquerda, e com um toque inteligente marcava o quarto do Santos. Mas o jogo era do Flamengo, que marcava melhor, e saía bem com a bola, cmo Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho, que reservava parte de sua genialidade para o restante da partida.
Para começar, R10 deu um drible que tirou três jogadores da defesa do Santos da jogada. Arouca, que seria o quarto jogador, parou-o com falta; quase na linha da grande área. Pausa para um grande momento do futebol: barreira pronta para o pulo, Ronaldinho pronto para a cobrança e... ele cobra por baixo, para surpresa de todos, e empata a partida para o Rubro-Negro. Já estávamos em 4 x 4, e eu na frente da televisão não conseguia desgrudar os olhos da partida.
Mais uma vez eu repito, o que é a magia do futebol... Mais uma vez Neymar era a esperança santista, e a defesa rubro-negra se segurava como podia. E Willians se tornava o carrapato que Neymar não queria ter. Era daqueles que grudava, e por mais que você quisesse, ele não saía de seu pé. Com isso, a tendência foi com que a bola não chegasse ao jovem craque. Numa investida de Paulo Henrique Ganso, a defesa foi mais inteligente, e um contra-ataque fulminante se iniciava. De Deivid pra Thiago Neves, de Thiago Neves para Ronaldinho Gaúcho, de Ronaldinho Gaúcho para o gol santista. Flamengo 5 x 4. Final de jogo. Mas só no cronômetro, porque para muitos de nós brasileiros, este jogo vai acontecer por muitos e muitos dias...
20 de mai. de 2011
Pra quem estava esperando...
Enfim, vai começar o Campeonato Brasileiro. Pra todos nós que ficávamos afoitos, sempre querendo saber mais um pouquinho sobre seu time... Ou então pra secar os adversários, ainda mais porque se trata de ganhar o campeonato mais equilibrado do planeta. Alguém explicaria equilíbrio maior que este: sete campeões diferentes em 10 anos?
É tão emocionante você já apontar favoritos e rebaixados, antes mesmo do campeonato começar, e mais: depois ver que suas previsões deram certo, ou então passaram longe do que realmente aconteceu. Como diria Benjamin Wright, o futebol é uma caixinha de surpresas; e quem iria imaginar que de quase rebaixado, mas por uma agulha livre da degola, um time iria ser campeão brasileiro no ano seguinte? São histórias que você como pai, vai querer contar para seus filhos, e isso vai evoluindo de geração em geração. Por isso que é sempre bom assistir o Brasileirão.
Então, amigos... Preparem bandeiras, pipoca, banquinhos, etc, porque o espetáculo vai começar...
6 de mai. de 2011
A bruxa está solta...
Foi inacreditável o que a gente viu no meio de semana na televisão. Amante do futebol que sou, estou eu acompanhando a rodada da Copa do Brasil e da Libertadores; e eis que me deparo com o primeiro rastro da bruxaria contra os times brasileiros: o Inter havia perdido em casa para o Peñarol(URU), por 2 x 1, e foi eliminado. Isso quando a equipe brasileira tinha o jogo sob controle. Agora eu peço a qualquer pessoa que me explique o que aconteceu duas horas depois, quando eu dormia meu belo sono e passavam as catástrofes de Cruzeiro, Grêmio e Fluminense.
Dá-se o dia seguinte, e eu tomo o caminho da escola, salto do ônibus 607 na rua Barão de Mesquita, na Tijuca, paro numa banca de jornal e leio no Lance os seguintes resultados: Libertad 3 x 0 Fluminense, Cruzeiro 0 x 2 Once Caldas e Univ. Católica 1 x 0 Grêmio. Todos os times que jogaram na 4ª feira foram eliminados! O que será que pode ter acontecido para algo tão coincidente e incrível acontecer desta maneira?
Em Sete Lagoas, tudo que NÃO PODIA acontecer, aconteceu. Primeiro, Roger foi expulso com 30 minutos de jogo. Depois, as camisas azuis estavam estáticas no gramado da Arena do Jacaré. E como quem não faz leva, o Cruzeiro levou dois pra casa. Terminou o jogo vaiado, e frustrado com a eliminação tão precoce, pra quem fez a melhor campanha da 1ª fase e era dado como franco favorito ao título.
No Chile, o que se via era tapa em cachorro morto. O Grêmio já havia perdido a 1ª partida para a Universidad Católica, em casa. E na volta, novo resultado negativo: 1 x 0. Imaginem então como seria um Gre-Nal, com uma pressão enorme da torcida sobre os dois times: é o que teremos na Final do Gauchão.
Isso se deve porque o Inter também perdeu. Havia feito o 1º gol bem rapidamente, com um minuto de jogo. Parecia tudo acabado. De repente, nos deparamos com o 2º tempo e a virada uruguaia em cinco minutos. Nos dois próximos domingos, veremos muita, mas muita porrada...
E o Fluminense fez pior: havia vencido bem em casa, por 3 x 1. Foi a Assunção, enfrentar o Libertad, e virou bem o 1º tempo: 0 x 0. Tudo certinho para segurar o resultado, tudo bem calculado. Lembro que na matéria do Lance depois, eu fiquei surpreso, porque o Libertad fez o 1º gol bem no início, e depois fez dois os gols que o eliminariam no final: aos 40 e aos 45. Parecia que dava para administrar, mas como explicar este apagão?
Amigos a quem escrevo estas crônicas, peço a vocês novamente que me expliquem o que aconteceu nesta última 4ª feira na Libertadores. Eu ainda acredito que alguma força sobrenatural derrubou todos os times brasileiros. Resta agora, torcer pro Santos...
1 de mai. de 2011
Que falta faz um herói...
1º de maio de 1994. O mundo do automobilismo perde um de seus maiores pilotos na história da Fórmula-1, no circuito de Ímola, em San Marino. Um gravíssimo acidente na curva Tamburello interrompe a carreira brilhante e a vida de Ayrton Senna da Silva. Um piloto que deixa marcas na história, com três campeonatos mundiais, 65 pole-positions, 41 vitórias, 80 pódios e 610 pontos.
Senna era o cara da chuva. Tamanha habilidade em pista molhada nunca havia sido vista, e muito menos feita igual. Quando era em Monaco, então... Senna fazia magia, não pilotava.
O único da história a terminar uma corrida pilotando seu carro numa só marcha durante seis voltas. Se alguém puder explicar isso... Alguém sabe o programa preferido da família brasileira nesses meados de década de 1980? Assistir Fórmula-1 na televisão, para torcer por mais uma vitória do "Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil".
Mas um acidente grave parou e comoveu o mundo. O mundo perdia um astro do esporte. O Brasil perdia um espelho, um herói. Muitos queriam, e ainda querem ser como Ayrton. E eu que não tive a oportunidade de vê-lo vivo, fico mais triste ainda. Memória de Senna, só nos vídeos e nas matérias da televisão.
Voa Ayrton, corre no céu como você corria por terra. Sentimos falta de uma personalidade esportiva como essa...
27 de abr. de 2011
Maiores clássicos que já decidiram o maior torneio europeu
É inegavel a magia deste torneio tão emocionante. Milhões de aficionados por futebol pelo mundo inteiro param para acompanhar as melhores equipes de um continente. São times de mais de dez países europeus, mas apenas 32 equipes figuram neste top tão importante no futebol mundial. O torneio vai sempre afunilando, para 16, 8, 4, e enfim na grande final, dois. Depois de bastante tempo, aquele gostinho de "enfim sabemos o melhor". E ninguém quer parar de assistir; muitos largam qualquer coisa que está fazendo, para assistir a um jogo da Liga dos Campeões da UEFA.
E é melhor ainda quando se está num momento decisivo, coisa acima das quartas-de-final, e nos deparamos com um clássico local figurando nesta grande competição. É o caso do Real Madrid x Barcelona, que foi visto hoje por milhões de pessoas, e que acabou 2 x 0 para o clube catalão. Vamos fazer um apanhado desses clássicos decisivos.
Em 2003, em Manchester, na Inglaterra, a final foi italiana. Juventus e Milan fizeram um jogo baseado na marcação forte e no pouco faro de ataque de ambos os lados. 0 x 0 no tempo regulamentar e na prorrogação. Nos pênaltis, deu Milan, 3 x 2, e os rossoneros campeões europeus. Pra chegar à finalíssima no Old Trafford, os rubro-negros passaram pela rival Internazionale. Dois empates: 0 x 0 e 1 x 1, respectivamente mandos do Milan e da Inter. Como o Milan marcou um gol em mando interista, conseguiu a classificação.
Cinco anos depois, novamente um clássico na final decidido nos pênaltis. Manchester United e Chelsea fizeram a primeira final 100% inglesa da história da Champions, em Moscou. Houve empate por 1 x 1, com gols dos craques dos times, Cristiano Ronaldo para os Red Devils e Frank Lampard para a equipe londrina. Empate persistindo, e o campeão foi conhecido nos pênaltis: o Manchester, após vencer por 6 x 5.
Neste ano não teremos clássico local na decisão, em Wembley. Mas podemos nos contentar com um Real Madrid x Barcelona na semifinal, que é bom até quando vale campeonato de corrida de saco...
24 de abr. de 2011
O clássico do improvável
Quem nunca passou pela telinha da sua televisão e viu um Fla-Flu sendo transmitido, nunca teve a sensação de algo sobrenatural acontecer. Até na história dos clubes existem lances improváveis. Por exemplo, alguém já parou pra pensar que o time de futebol do Flamengo foi criado a partir de um racha entre jogadores e diretoria tricolores, lá no início do século XX?
A história recente deste charmoso clássico também reforça o que eu disse. Ou ninguém na face desta Terra não lembra do gol DE BARRIGA feito por Renato Gaúcho, o que daria o título ao Tricolor no Carioca de 1995? Ou então em 2001, na final da Taça Guanabara, o pênalti batido por Cássio, do Flamengo? O então goleiro tricolor Murilo havia defendido, mas sabe-se lá por que, a bola quicou para trás e foi entrando... No ano de 2009 então, nós nem precisamos de apresentações: uma virada épica do Rubro-Negro de 3 x 1, para incríveis 5 x 3, com três gols de Adriano. Hoje não foi diferente: não em relação a quem ganhou, mas sim à sobrenaturalidade do Fla-Flu.
Primeiro, descobre-se de última hora que Ronaldinho Gaúcho estava fora do clássico, por uma torção no joelho na quarta-feira, contra o Horizonte. Maldonado também se machucara naquela partida, e juntamente com R10, ficou no departamento médico.
Mas isso não é nada: aos 11 minutos da 1ª etapa, eis que acaba a energia elétrica no estádio. E era um tal de caía e voltava, caía e voltava, que já se foram uns 20 minutos. Mas o inacreditável não acaba por aqui: o árbitro Péricles Bassols ainda dá a queridíssima PARADA TÉCNICA!!! E o jogo amarrado...
Depois que a luz voltou no Engenhão/Enchentão, parece que rolou futebol de verdade. Saiu um gol pro Fluminense, em posição irregular de Rafael Moura, e o de empate pro Flamengo, numa cabeçada de Thiago Neves na etapa final. Aí, fomos nós pros pênaltis, que era mesmo a cara de um Fla-Flu. Acabou que mais uma vez, o Flamengo leva a vaga nos pênaltis. O "Sobrenatural de Almeida", criação do gênio Nelson Rodrigues, assombra o clássico do improvável mais uma vez...
O que realmente importa é que, depois de 7 anos, Vasco e Flamengo voltam a fazer uma decisão no Campeonato Estadual, dessa vez na Taça Rio.
Parafraseando a música, ou melhor, editando mal à beça, "Domingo, vocês vão lá pro Engenhão... e eu vou ter que ver da TV..."
22 de abr. de 2011
A 1ª a gente não esquece...
Como é bom fazer o post número 1, dá aquela sensação de o começo de uma nova era chegou. E quem disse que garoto pequeno não pode falar de futebol, está enganado. Hoje eu vim citar uma das maiores viradas de situação vistas nos últimos tempos. Por que não, intitulá-la de "A Batalha de Buenos Aires"?
Argentinos Juniors e Fluminense travaram um duelo marcado não pela rivalidade entre brasileiros e argentinos, não pela pressão da torcida, mas sim porque os dois precisavam vencer para seguir vivos na Taça Libertadores da América. O clube carioca dependia de que o Nacional-URU não vencesse, e no caso de um empate contra o América-MEX, deveria vencer por dois gols de diferença. Tarefa difícil? Não para o Fluminense.
E era um tal de sair gol lá no acanhadíssimo estádio Diego Armando Maradona, e nada no Centenário de Montevidéu. Parecia tudo perdido. Mas, como eu já disse, nenhuma missão perdida é obstáculo para o Tricolor das Laranjeiras.
Para um clube que conseguiu sair de um risco de 98% de rebaixamento num ano para o título brasileiro no ano seguinte, vencer por dois gols na casa do adversário parecia moleza. Parecia...
E num momento crucial, a partida em Montevidéu já havia terminado, sem gols, e o Flu vencia o Argentinos Juniors por 3 x 2, resultado que eliminava os dois clubes. Mais 7 minutos de sofrimento, até que um pênalti sobre Edinho aflorou os ânimos tricolores. Fred cobrou, e a festa de 800 torcedores em Buenos Aires, e cerca de 2 milhões Brasil afora estava feita. Era o Flu vencendo mais um obstáculo, e para quem achava que brasileiro não brigava pelos seus objetivos, o Flu brigou. E em todos os sentidos.
Quando adversário não sabe perder, aquele seu amiguinho que perdeu todas as cartas no bafo, ele fica de mal, etc. Os argentinos, nesta condição de maus perdedores, partiram pra briga. O mesmo Pedro Troglio, ex-Cerro Porteño, que por coincidência se envolvera em outra briga contra o Fluminense, também estava presente. Nada que estragasse o brilho brasileiro em solo vizinho.
Como diria Galvão Bueno: "Ganhar é bom, da Argentina é melhor ainda." E na Libertadores, valendo classificação para as oitavas-de-final então, nem se fala...
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